Objetivo – Incentivar o uso de preservativos.O Roteiro
O Vídeo
Objetivo – Incentivar o uso de preservativos.Muito se diz que a televisão possui tantas variedades em sua programação que até lhe proporcionam o direito de escolha do que se vê. A princípio, pode parecer verdade, mas ao parar para pensar, no geral, a televisão aberta não lhe oferece tantas possibilidades.
Devido a necessidade da publicidade, a televisão aberta precisa conquistar audiência, pois dessa maneira consegue cada vez mais anunciantes que financiam o funcionamento de tal emissora. Por conta disso, programas e também canais de caráter muito importante que deveriam estar na televisão aberta como os educativos-culturais, os de debates com assuntos importantes (e não os que vemos atualmente com “baixaria familiar” e com problemas pessoais ), os de público-alvo bem definido como os infantis, jovens e adultos, femininos, universitários, ficam de fora com a justificativa de que o público em geral não os procuram. Desta forma, somente os mais privilegiados financeiramente conseguem ter acesso a esses tipos de programas ou canais.
Vale lembrar que a culpa não é das pessoas que não querem assistir este tipo de programação. O telespectador não possui nem a chance de “experimentar novas sensações”. Como então, saber se o público não gosta de cultura, por exemplo? Ou é melhor que ele não goste?
Aquele ditado de que quem manda na televisão é o telespectador, apesar de em partes ser verdade, é um tanto contraditório, afinal, quem escolhe a programação (normalmente) não somos nós, diferente da Web TV que possui infinitas possibilidades, mas este já é outro caso. É claro que se o público deixar de assistir a determinado programa, ele sairá do ar, logo, pode-se considerar que quem escolheu ter determinado programa ou não “no ar” foi o povo. Mas não houve participação direta.
Com a chegada da TV Digital aberta, chegou-se a cogitar a possibilidade da inserção de novos canais. Seria uma solução ideal para o problema em questão (falta de programação de qualidade). Porém, o processo ainda é lento, a chamada “democracia digital” não existe para a classe mais baixa da sociedade e por enquanto, tudo que essa tecnologia nos proporciona é uma melhor qualidade de imagem e som, portanto, nada referente a novos canais ou programação.
A partir de tudo isso, é fato que a programação das emissoras de televisão aberta no Brasil deixam a desejar em muitos pontos . Apesar do bom jornalismo, esporte, entretenimento (novelas, programas de auditório, etc), muitas aspectos ainda precisam ser melhorados. Enfim, a televisão aberta no Brasil conta com 7 canais. São 7 escolhas.
Temos mesmo o que escolher? Pensemos.