domingo, 15 de novembro de 2009

A Jornada do Herói

Nesta atividade, desenvolvemos uma jornada do herói com os seus 12 passos. Presente em quase todas as histórias de filmes, novelas, seriados e coisas do tipo, a "Jornada do Herói" é como uma fórmula de como construir uma boa história.

A nossa história teve o "Menino Maluquinho" como personagem.

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A Jornada Maluca

Plínio é um aluno regular na escola, não é nem muito bom, nem muito ruim. Uma das coisas que ele mais gosta é deitar no chão, olhar para o céu e imaginar quando teria a oportunidade de poder viajar pelo mundo, mas não de avião e sim, de balão...de gás hélio. O garoto sempre repete que um dia viajaria por aí e que sua "casa da árvore" iria junto.

E por isso, ele é conhecido como "O menino maluquinho", afinal, ninguém acha normal amarrar balões em uma "casa da árvore" para poder viajar por aí, flutuando.

Seu modo de se vestir também é incomum. O terno grande e azul era seu uniforme de viajante e claro, a panela na cabeça o seu melhor capacete.

Plínio considerava Milton, seu avô, como um pai. Quando chegava chateado porque todos da escola riam de suas idéias malucas, seu avô repetia: "Meu garoto, você pode chegar à lua se quiser. O que você precisa fazer é acreditar". Ele era seu companheiro para todas as horas. Praticamente toda educação que tinha, vinha de seu avô. Milton gostava de sonhar como Plínio, mas nos últimos tempos estava doente e acabou falecendo.

Pouco antes, disse ao seu neto para correr atrás de seus sonhos, pois se não envelheceria sem ter conquistado nenhum deles. Pois é o que o Menino Maluquinho faz. Para ele, este é o momento de abandonar tudo e finalmente viajar em sua "cada da árvore" levada por balões. Mas como ele conseguiria assim, sozinho? Ele demora para tomar coragem, mas ele não podia desistir, pois o avô acreditava nele.

Pegou suas coisas mais importantes: comida em lata, lanterna, a panela, câmera fotográfica, uma foto de seu avô e seu fiel animal de estimação, Rufis.

Enquanto todos dormem ele amarra milhares de balões em sua casa da árvore e antes mesmo de amanhecer ele solta a corda que prende a casa. Para a surpresa dele, a casa flutua cada vez mais alto.

Ao amanhecer já estava no céu. Ele pouco acredita que conseguiu, mas antes que ele ficasse feliz demais uma tempestade estava por vir. Ele pode mudar o caminho, mas se assim o fizesse não sentiria a emoção de viver uma aventura, era maluquinho mesmo. Rufis late sem parar para os trovões que estão cada vez mais perto deles. A casa á fortemente atingida pela ventania, de repente, um trovão destrói uma parte externa da casa e Rufis escorrega para fora junto com a foto do avô de Plínio. É a primeira escolha difícil do menino maluquinho. E agora? Ele não pode salvar os dois. Em um ataque rápido de pensamentos e conselhos de seu avô que vieram à tona, Plínio segura Rufis pelo rabo e fecha os olhos como se estivesse dando outro adeus ao seu avô. Mas ao abrí-los percebe que Rufis havia agarrado a foto pela boca. Os dois se abraçam fortemente e caem no sono.

Quando acordam, deparam-se com uma grande ilha e percebem que os balões estão cada vez mais fracos, muitos tinham estourados na tempestade. Acabam caindo na costa da ilha.

O menino maluquinho não teme a floresta e procura uma espécie de oca que afirma ter visto enquanto ainda estava no céu. Rufis brinca com uma semente de abacate que encontrara no chão.

De repente, ele deixa a panela de sua cabeça e tropeça em seu próprio terno. Era uma armadilha. Rufis foge. Ele é levado por um grupo de pessoas estranhas que pareciam famintas. Ao chegar na região habitada, é recebido com muita alegria pelas pessoas, porém amarrado, o que era muito estranho. Foi convidado a almoçar na casa de uma família, ainda amarrado. Eles explicaram que ninguém nunca aparece na ilha e por isso estavam felizes por ele estar lá. O menino maluquinho pede para ser solto, pois ainda tem uma longa viagem pela frente, mas seu pedido não é realizado. Um deles disse que Plínio nunca mais poderia sair daquele lugar. Neste momento, desesperado, começa a gritar e tenta escapar. A família fica furiosa com essa atitude e revela que as pessoas não aparecem lá porque sabem que nunca mais poderão partir, pois esta ilha é um lugar secreto que não pode ser revelado a ninguém. O mais furioso membro da família pede a morte do garoto, pois ele sabe demais e quer fugir. Desesperado, o menino maluquinho grita por ajuda e nesse exato momento, Rufis, retorna surpreendendo a todos. Ele está acompanhado por um grande viajante que até então observava essas pessoas de longe, escondido. Tripo, o viajante, utiliza fogos de artifício que havia comprado

na China em uma de suas viagens, para assustar e despistar as pessoas. Enquanto isso, Rufis ajuda Plínio a se desamarrar da cadeira em que está preso.

Todos fogem. No caminho Plínio explica como foi parar naquele lugar. Sem muito tempo, o viajante pede para que o menino maluquinho desistisse dessa idéia maluca de viajar por aí com balões e que retornasse a sua casa.

Sem pensar duas vezes, Plínio exclama dizendo que nenhum perigo o faria desistir. Tripo, percebe que o garoto está determinado a correr qualquer risco.

Ao ser indagado como voltaria para o céu, o menino maluquinho percebe que havia esquecido um grande detalhe: os balões não tinham mais força para voltar a voar. Tripo propõe elaborar um grande balão que fosse capaz de levar todos para fora da ilha. Plínio aceita, porém tem que prometer que antes de continuar sua viagem teria que levar o viajante para casa. O menino maluquinho percebe que essa convivência era a oportunidade de aprender a ser um grande viajante.

Discretamente, durante a noite, Tripo, Plínio e Rufis coletam materiais para a construção do balão: folhas de coqueiros, de bananeiras, cipós e uma lona que Tripo havia escondido na floresta quando chegou à ilha. Com muito esforço, os três conseguem terminar o balão ao amanhecer.

Quando tudo já estava pronto, Tripo, Plínio e Rufis conseguem partir. O menino maluquinho nunca esteve tão feliz. Viajava agora com alguém que passou praticamente pelos mesmos problemas e que teve os mesmos sonhos que hoje ele deseja realizar.

Com muita surpresa, a equipe TPR, como Plínio havia nomeado, é atacada por sementes de abacate. A primeiro momento não se sabe da onde aquilo está vindo. Mas Rufis pega uma delas com a boca e Plínio rapidamente se lembra da ilha. Um avião monomotor aparece rodeando o balão. O viajante alerta dizendo que ele pertencia às pessoas da ilha. O piloto do monomotor grita pedindo que lhe entregasse o cachorro ou então seriam atacados e cairiam no mar, para morrerem alimentando os tubarões. O Menino maluquinho diz que nunca faria isso. O Balão é bombardeado por sementes cada vez maiores. Tripo se apoia em uma das pontas da base do balão, abre os braços e pede para que levasse ele ao invés do cachorro, pois ele sabe muito mais sobre a ilha do que Rufis e Plínio. O piloto, já furioso, atira insanamente contra Tripo, que não resiste e cai do balão. O Menino Maluquinho tem a primeira perda de um companheiro nessa jornada maluca. O avião desaparece. Plínio, aos prantos, abraça Rufis. Neste momento, a foto de seu avô e um estranho mapa aparece em seus pés. Era o caminho de volta. Tripo havia deixado antes de morrer. Plínio promete a si mesmo que levaria as lembranças de Tripo para sua filha para então poder voltar para casa.

Com muito esforço, enfrenta fortes obstáculos, mas consegue chegar ao primeiro destino. Ele entrega a Sol, filha de Tripo, tudo que ele havia deixado no balão. A filha emocionada, agradece o menino maluquinho e ainda diz que ele é um herói.
Plínio, finalmente, com a tarefa cumprida, decide retornar a sua casa.

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